quarta-feira, 3 de agosto de 2016

A arte da espera

Em maio fizemos mais um pedido de visto, para prolongar nossa estadia por mais 2 anos, antes de pedir o visto de residência. Nesse último pedido, entretanto, tivemos um imprevisto: nossos vistos vieram (rapidamente, até!), mas o do Igor não. Nada pessoal, mas porque ele ficou internado, eles disseram que ele não está dentro dos padrões de saúde para ter um visto. Explicamos a situação, falamos que foi nossa culpa ter interrompido a medicação etc. e tal. Até contratamos um advogado para ser nosso porta-voz e entregamos nossos argumentos semana passada.
Anna se distraindo enquanto esperamos os meninos e o Jorge saírem do cinema...

Agora não há nada mais que possamos fazer, a não ser esperar a resposta. Durante a espera ficamos no que eu chamo de "limbo": não posso assumir compromissos a curto, médio ou longo prazos. E até coisas bem práticas perdem o sentido e estudar para tirar a carta aqui, por exemplo, já não é mais uma prioridade.
O mais impressionante é que eu não enlouqueci com as cartas da imigração... Estou tão certa de que tudo vai ficar bem e que mesmo com os percalços é esse o caminho que eu e minha família devemos seguir que a única chatice é mesmo não saber se sim ou se não, desde já.
O esperar sem pensar, sem fazer planos, sem criar expectativas é uma arte e estou engatinhando nesse sentido, pois ainda tenho que, conscientemente, evitar fazer planos. Mesmo que eu confie na vida.
E você? Sabe esperar?

2 comentários:

  1. Eu sempre leio seus posts assim que recebo o e-mail, mas esqueço de vir comentar. Eu não sei esperar. E não sei não fazer planos. Por exemplo, estou para iniciar o segundo ano (de quatro ou cinco) na faculdade, e já fico pirando tentando imaginar o que irei fazer no futuro, ou o que poderia fazer agora para me ajudar quando eu estiver me formando. Esperar é uma arte.

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  2. Eu sempre leio seus posts assim que recebo o e-mail, mas esqueço de vir comentar. Eu não sei esperar. E não sei não fazer planos. Por exemplo, estou para iniciar o segundo ano (de quatro ou cinco) na faculdade, e já fico pirando tentando imaginar o que irei fazer no futuro, ou o que poderia fazer agora para me ajudar quando eu estiver me formando. Esperar é uma arte.

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