segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Viagem e crianças

Atualmente nós estamos hospedados num hotel que parece mais um apartamentozinho: tem dois quartos, sala, cozinha e até máquina de lavar roupa e varal.
É pequetito, mas tem tudo o que precisamos.
Me encontrar com essa máquina, logo depois de ter saído de um hotel que eu tinha de descer dois andares umas cinco vezes por noite para tentar lavar roupa, não tem preço. Merecia um beijinho (dá pra notar a lágrima de alegria escorrendo pela minha face?)!
Na diária está incluído um café da manhã num restaurante a 2 minutos de distância do hotel, mas estamos tão cansados de locais impróprios para crianças que fazemos questão de ter as três refeições dentro do nosso quartinho/apê. 
Aí vem uma grande questão: as minhas crianças é que são bagunceiras ou o mundo definitivamente não está adaptado para elas? Num desses momentos de estresse, em que estávamos tentando fazê-las falar mais baixo, parar de se lambuzar e lambuzar tudo ao redor com manteiga, parar de se mexer tanto para o leite não cair, idealizei um restaurante feito para receber crianças… E fui listando com o Jorge tudo o que seria necessário: funcionários extremamente pacientes, louças de plástico, chão fácil de limpar, mesas com alturas variadas, área aberta, mas segura, para que os clientes não fujam para a rua etc. etc. etc. Não sei se levo jeito para empreender alguma coisa, mas se um dia essa vontade surgir, é um negócio assim que vou querer! Porque, de verdade, os restaurantes foram a parte mais estressante da viagem.
E quando o prato decepcionava? 
Houve outros lugares também que erramos ao levar os pequenos. A Weta Cave, a meu ver, foi um deles. Só não foi cansativo porque a Anna e o Caio dormiram. Em compensação, meus braços e os do Jorge foram bem exigidos durante os 45 minutos do tour.


Cuidado, Igor! O troll vai te pegar!
Em Waitomo Caves também não foi muito legal, porque os meninos tinham de se segurar para fazer os comentários depois, senão as larvinhas se assustavam e se apagavam…
As piscinas quentes de Lake Tekapo também não eram assim um lugar muito apropriado… Não podia brincar com pulos, mergulhos, gritinhos… E não sei como criança e piscina se encontram em silêncio. :) Isso definitivamente eu não sei. E o pior é que não lemos as regras antes e o tempo todo o segurança precisava nos chamar a atenção… hehehehe
Mas uma coisa nós acertamos: não fazer roteiros com tempo muito apertado. Entre uma atividade e outra sempre tinha uma birra, uma parada estratégica para mamar, alguém "apertado"…
Paradinha para mamar...

Esperando a birra cessar.
Por outro lado, passamos por lugares ótimos para crianças. Os parquinhos, claro, espalhados por quase todas as cidades pelas quais passamos; o Motat e a Sky Tower, em Auckland; o Rainbow Springs, em Rotorua; o Luge e a Gondola, em Queenstown; e o Te Papa, em Wellington.
Como estávamos traumatizados, nem queríamos ir ao Te Papa, imaginando que fosse como o Masp ou algum museu deste estilo, mas não é! É no estilo do Museu Catavento, em Sampa, em que as crianças podem apertar, entrar, desenhar, pegar… :) Foi tão bom e aproveitamos tanto que pretendemos voltar!
Olhando a paisagem ao redor. 
Aprendendo a enterrar um fóssil (a ideia era escavar, mas todas as crianças estavam enterrando umas às outras… rs). 
A folha-símbolo da Nova Zelândia. 
Girando a bola em Wellington.
Girando a bola em Sampa.

E com vocês: Te Papa...
E a pedra-monumento-brinquedo da entrada...

Um comentário:

  1. AMEI o fóssil enterrado. E o seu amor pela máquina de lavar também. hahaha

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